terça-feira, 5 de setembro de 2017

Saio ao meu pai ....

Sou tudo aquilo que não queria ser uma cópia de um Homem que nunca admirei, que nunca amei. O meu Pai.
Acho que é a primeira vez que escrevo sobre a criatura.
Com o passar dos anos eu não passei nas provas de sobrevivência. Agora entendo-o quando ele dizia que adorava viver no mente rodeado só por animais, agora entendo porque ele se foi fechando até não conseguirmos ver nada para dentro. É uma criatura sofrida, uma fera ferida que encontrou a melhor maneira de se esconder e proteger de sofrer.
Eu estou uma besta igual a ele, quanto mais sozinha melhor, só ainda não desapareci porque tenho a minha filha.
Quando eu digo desaparecer não é algo de negativo para mim, é refugiar-me num lugar meu, onde nenhum ser chegue e perturbe a minha paz, a minha loucura os meus sonhos, tentei ser normal mas não consigo.
Sou uma lunática e vou ser sempre. Não tenho companhia embora esteja rodeada de gente.
Ninguém me entende, nunca fui entendida, disfarcei sempre o melhor que pude a minha loucura, mas já não dá mais.
Portanto aqui fica o segredo sou louca e má como o meu pai (já me disseram isto num momento de nervos, pediram-me desculpa, mas eu sei que o disseram do coração) é que a minha vida está a passar e eu não me realizo de forma alguma, eu não sou eu, e vivo em função dos outros que deveria amar daqui até á lua e amo, mas preciso de mim. e ninguém entende este filha da puta de pensamento.
Tenho sempre que pensar em contas, no bem estar de a, b e c e d....
Estou farta!

Portanto ao fim destes anos todos descobri a quem saio... á besta do meu pai....

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Deixei-te ir... talvez também não quisesses ficar, no entanto sinto que tínhamos tanto para dizer.
Quis jogar pelo seguro, talvez por te conhecer errei...
Errei porque a vida continua sem dó nem piedade. Todos seguem seu caminho, todos seguem seus sonhos, para que os que eu amo possam realizar o que sonham eu finjo que sou feliz.

eu só queria trocar palavras, soltar as gargalhadas presas na minha garganta, soltar os meus pensamentos sem ser apontada como sonhadora.

na realidade eu só precisava de ti, porque eu contigo posso ser eu e tu podes ser tu. eu sei parece mentira como te aceito...

ás vezes penso era perfeito! Mas a perfeição não existe.

Imagino-me de cabelos compridos, já com mais idade, com o brilho recuperado dos meus olhos perdidos... sentada numa explanada frente ao mar, com um bom livro, um bom tinto e o meu cão que ainda não tenho mas vou ter.

Imagino me sempre sozinha mas com uma paz que nunca tive acompanhada.

Tornei-me egoísta talvez.... não sei...

quarta-feira, 12 de abril de 2017


Correm os dias... voam... e nada se altera, nem se transforma tudo se mantém...o que seria bom para quem se conforma e não sonha. por isso há muito pouco a dizer hoje....

terça-feira, 13 de setembro de 2016


Vou começar por escrever um bocadinho todos os dias sobre mim e sobre a vida que é de todos. 
Hoje fogem-me as palavras e o raciocino não me deixa escolher um tema.
Talvez tenha sido a ansiedade louca de voltar aqui e escrever, já lá vão uns anos, os temas serão sem dúvidas outros, todos mudamos com o passar dos anos e a maturidade é de facto um mar de razão, tranquilidade e alguns dias de loucura, mas uma loucura permitida, porque a queremos ter naquele momento e deixamos que ela entre e fique enquanto assim o quisermos, depois sai, o pó assenta e tudo volta ao normal. Pergunto-me muitas vezes o que é o normal, ainda não entendi.